O uso da natureza em ações urbanísticas: a privatização do acesso ao solo em Recife-Brasil

Autores

  • Claudio Jorge Moura de Castilho Universidade Federal de Pernambuco
  • Amanda Cristina Perboire Emerenciano de Souza Universidade Federal de Pernambuco

DOI:

https://doi.org/10.24221/jeap.2.4.2017.1557.536-548

Palavras-chave:

Racionalidade Técnico-Instrumental. Racionalidade Ambiental. Direito à Cidade. Lutas Urbanas

Resumo

Neste artigo discute-se o uso da natureza, através do problema do acesso ao solo em Recife, na tentativa de compreender a complexidade das relações sociedade-natureza na cidade. Visando operacionalizar este objetivo, utilizou-se de uma abordagem metodológica ampla e aberta com base em resultados da revisão bibliográfica executada na construção de um projeto de pesquisa sobre o tema. Como principal contribuição, tem-se que a gestão urbana deve levar em conta o “princípio de natureza” como bem coletivo no processo permanente de produção do espaço urbano, senão os espaços das nossas cidades tornar-se-ão ainda mais insustentáveis à vida

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Claudio Jorge Moura de Castilho, Universidade Federal de Pernambuco

Departamento de Ciências GeográficasBolsista de Produtividade do CNPq

Amanda Cristina Perboire Emerenciano de Souza, Universidade Federal de Pernambuco

Aluna do Curso de Bacharelado em GeografiaBolsista PIBIC CNPq

Referências

ALVES, Paulo Reynaldo Maia. 2009. Valores do Recife. O valor do solo na evolução da cidade. Recife: Luci Artes Gráficas Ltda.

BARRETO, Ângela Maria Maranhão. 1994. O Recife através dos tempos: formação da sua paisagem. Recife: Edições Fundarpe, 1994.

BRASIL. 1988. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Editora Mandarino.

CASTILHO, C. J. M. de. 2014. Água e espaço urbano em Recife. Interesses sociais e geopolítica interna. Revista Brasileira de Geografia Física, v. 07, n. 03, p. 597-614.

______. 2016. Justiça ambiental: uma tarefa difícil em contexto territorial de ausência do espaço do cidadão. Revista Movimentos Sociais & Dinâmicas Espaciais, v.5, n.1, p.7-34.

______. 2017. Jean Brunhes: a atualidade de um geógrafo do início do século XX. Revista Movimentos Sociais & Dinâmicas Espaciais, v.6, n.1, p.253-272.

______ & TEIXEIRA, Arthur F. de Melo. 2016. O uso da natureza no processo de construção do urbano: quem tem tido direito aos ventos marítimos em Recife-Brasil? Journal of Environmental Analysis and Progress, v. 1, pp. 13-23.

CASTRO, Josué de. 1954. A Cidade do Recife. Ensaio de Geografia Urbana. Rio de Janeiro: Livr. Editora da Casa do Estudante do Brasil.

CRIEKINGEN, M. V. 2006. A cidade revive! Formas, políticas e impactos da revitalização residencial em Bruxelas. In: BIDOU-ZACHARIASEN, C. De volta à cidade. Dos processos de gentrificação às políticas de “revitalização” dos centros urbanos. São Paulo: Annablume, pp. 89-120.

DORIER-APRIL, E. (org.) 2006. Ville et environnement. Paris: Sedes.

FRÉMONT, A. 1999. La région espace vécu. Paris: Flammarion.

HENRIQUE, W. 2009. O direito à natureza na cidade. Salvador: Edufba.

HIGUERAS, E. 2013. Urbanismo bioclimático. Madrid: Editorial Gustavo Gili.

LEFF, Enrique. 2009. Saber ambiental. Sustentabilidade. Racionalidade. Complexidade. Poder. Petrópolis: Vozes.

LEROY, Jean Pierre. 2010. Territórios do futuro. Educação, meio ambiente e ação coletiva. Rio de Janeiro: Lamparina.

LINS, R. C. 1982. Alguns aspectos originais do sítio urbano do Recife. In: ANDRADE, M. C. de. (org.). Capítulos de geografia do Nordeste. Recife: União Geográfica Internacional – Comissão do Brasil, pp. 81-85.

LOUV, R. 2014. O princípio da natureza. Reconectando-se ao meio ambiente na era digital. São Paulo: Cultrix.

MELO, M. L. de. 1978. Metropolização e subdesenvolvimento. O caso do Recife. Recife: Editora da Universidade Federal de Pernambuco.

MORIN, E. 1999. Por uma reforma do pensamento. In: PENA-VEGA, A. & ALMEIDA, E. P. de. (org.) O pensar complexo: Edgard Morin e a crise da modernidade. Rio de Janeiro: Garamond.

______. 2000. Ciência com consciência. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil.

______. 2014. A cabeça bem-feita: repensar a reforma, reformar o pensamento. 21ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil.

RECLUS, E. 2010. Do sentimento da natureza nas sociedades modernas. São Paulo: Expressão & Arte: Editora Imaginário.

SEN, A. 2011. A ideia de justiça. São Paulo: Companhia das Letras.

OLIVEIRA, Lucivânio Jatobá de. 2017. Análise dialético-materialista da estruturação natural das paisagens contidas na porção centro-oriental de Pernambuco. Tese (Doutorado em Desenvolvimento e Meio Ambiente), Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente), Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2017.

PAOLINI, Federico. Firenze 1946-2005. Una storia urbana ambientale. Milano: Franco Angeli, 2014.

SOEIRO, I. C. de M.; CASTILHO, C. J. M. de. 2015. O caráter ideológico da natureza e o processo de produção do espaço em Tejipió/Recife. Revista Brasileira de Geografia Física, v.8, n.1, p.221-235.

PONTES, B. A. N. M. Desenvolvimento e governança ambiental: em busca de uma outra práxis na dinâmica territorial da Reserva do Paiva-PE. 2017. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente), Universidade Federal de Pernambuco, Recife.

PONTES, B. A. N. M.; CASTILHO, C. J. M. de. 2016. O conceito e a instrumentalização da natureza: olhares transversais na dinâmica territorial da Praia do Paiva-PE. Revista Brasileira de Geografia Física, v.9, p.852-867.

SOEIRO, Italo C. de M.; WERTHEIMER, M.; BAUTISTA, D. C. G. e CASTILHO, C. J. M. de. 2016. O uso da retórica ecológica na produção do espaço urbano em cidades latino-americanas: uma revisão da literatura. Revista Movimentos Sociais & Dinâmicas Espaciais, v.5, n.2, p.284-310.

SOEIRO, Ítalo César de Moura. 2017. Reaproximação forjada da natureza: a utilização da retórica ecológica na produção do espaço urbano de uma cidade latino-americana. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Urbano), Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente, Universidade Federal de Pernambuco, Recife.

Publicado

2017-10-19