Cálculo da evolução temporal de área degradada às margens do rio Tapacurá na Zona da Mata de Pernambuco, Brasil

Autores

  • Emmanuelle Maria Gonçalves Lorena
  • Ana Paula Xavier de Gondra Bezerra
  • Ítala Gabriela Sobral dos Santos
  • Raimundo Mainar Medeiros
  • Fernando Cartaxo Rolim Neto
  • Romildo Morant de Holanda

DOI:

https://doi.org/10.24221/jeap.3.1.2018.1802.173-180

Palavras-chave:

geoprocessamento, desvegetação, vulnerabilidade

Resumo

Atualmente, no município de Vitória de Santo Antão em Pernambuco, ocorre um crescimento econômico por causa dos investimentos na área industrial, com elevação da população urbana e decréscimo da população rural. A combinação de ações impactantes para o meio ambiente quanto a redução dos recursos naturais em função da ação de impactos antrópicos negativos, gerando a degradação ambiental, em muitos casos, ocorre devido a despreocupação humana com a sobrevivência das futuras gerações por conta das necessidades atuais de infraestrutura urbana. O objetivo deste estudou consistiu na identificação da degradação ambiental por ações antrópicas em área urbana as margens do rio Tapacurá no município de Vitória de Santo Antão-PE, utilizando técnicas de geoprocessamento de dados em área delimitada. Com o auxílio do Google Earth Pro foram analisadas as áreas vegetadas nos mapas nos meses de julho de 2006, junho de 2011 e novembro de 2015. A área estudada foi considerada degradada após avaliação visual local, através de construções irregulares, ocorrendo a incidência de aterro com resíduos de construção e disposição incorreta de resíduos sólidos, o que provocou danos a vegetação em especial nas matas ciliares as margens do rio, com resultados de área vegetada em evolução decrescente nos anos 2006, 2011 e 2015, respectivamente de 61,65%, 40,30% e 13,49%, totalizando 86,51% de degradação da área de estudo, o que prejudica o escoamento de água em períodos de altas precipitações, gerando camadas impermeáveis em áreas de vales, o que o causa vulnerabilidade as áreas urbanas a riscos de inundações.

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Publicado

2018-01-31