Inovações na extração de ácido hialurônico de fontes pesqueiras: uma análise panorâmica das patentes

Autores

Palavras-chave:

Processo de extração, Resíduo de peixe, Indústria Farmacêutica, Indústria Cosmética, Prospecção Tecnológica

Resumo

O ácido hialurônico (AH) é um polissacarídeo essencial para a hidratação e manutenção da estrutura dos tecidos, apresentando propriedades significativas devido à sua capacidade de retenção de água. Devido a essas características, o ácido hialurônico despertou grande interesse nas indústrias, sendo amplamente comercializado para produtos farmacêuticos (tratamento de olho seco, osteoartrite, osteogênese, cicatrização de feridas) e cosméticos (preenchimentos dérmicos). Considerando a crescente produção de ácido hialurônico para formulações farmacêuticas e cosméticas, buscam-se alternativas mais seguras e sustentáveis. O AH, quando extraído de fontes pesqueiras, apresenta menor risco associado a contaminantes de origem animal e bacteriana. Além disso, o uso de resíduos pesqueiros para valorizar peixes descartados e extrair subprodutos é um aspecto louvável e apreciável desse processo. Por esse motivo, esta revisão de patentes teve como objetivo identificar documentos de patentes relacionados à extração de ácido hialurônico de resíduos de peixes. Assim, o European Patent Office, Espacenet, foi usado como banco de dados para esta revisão. Após pesquisar e selecionar as patentes disponíveis, foram selecionados quatro documentos que abordavam métodos de extração para a obtenção de ácido hialurônico. As espécies utilizadas nas extrações descritas nas patentes selecionadas incluem atum, peixe-espada, esturjão e peixes de lago. As partes dos peixes utilizadas nos processos de extração foram a pele, o humor vítreo, as arteríolas e a cartilagem. A combinação de métodos de extração eficientes com esta matéria-prima pode resultar em inovações significativas na produção de ácido hialurônico, tornando possível a obtenção de um produto com alto valor agregado.

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Biografia do Autor

Elida Virna Rodrigues Barbosa, Universidade Federal do Maranhão, Maranhão, Brasil

Graduada em Engenharia de Pesca pela Universidade Federal do Maranhão (2024), possui experiência na área de Recursos Pesqueiros e Engenharia de Pesca, com ênfase em biologia pesqueira. Atua no projeto "Desenvolvimento de unidade piloto de produção e certificação de bioativos da Amazônia maranhense", desenvolvendo atividades relacionadas a bioprocessos, bioativos, Internet das Coisas (IoT) para biotecnologia e ciências da vida.Atualmente, é membro do Núcleo de Pesquisa Bioeconomia, Ambiente, Inovação, Inteligência, Tecnologia, Educação e Saúde (BAITES) da Universidade Federal do Maranhão e doutoranda no Programa de Doutorado em Biotecnologia da Rede Nordeste de Biotecnologia (Renorbio).

Maria Priscila Sá Matos Ribeiro, Universidade Federal do Maranhão, Maranhão, Brasil

Doutoranda no RENORBIO, Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da Universidade Federal de Sergipe. Atualmente, cursa especialização em Sustentabilidade pela Universidade Estadual do Maranhão. É bacharel em Engenharia de Pesca pela Universidade Federal do Maranhão (2024), com experiência nas áreas de Recursos Pesqueiros e Engenharia de Pesca, com ênfase em extensão pesqueira. Foi pesquisadora integrante do Grupo de Pesquisa Ambiente, Biotecnologia e Bioeconomia (AMBIO) da Universidade Federal do Maranhão, Campus Pinheiro. Atualmente está envolvida no projeto Desenvolvimento de Unidade Piloto de Produção e Certificação de Bioativos da Amazônia Maranhense, atuando como pesquisadora no Núcleo de Pesquisa Bioeconomia, Ambiente, Inovação, Inteligência, Tecnologia, Educação e Saúde (BAITES) da Universidade Federal do Maranhão. Suas pesquisas e atividades acadêmicas são voltadas para a inovação, biotecnologia, sustentabilidade e desenvolvimento de soluções bioeconômicas.

Jan Filipe Andrade Santos, Universidade Federal de Sergipe, Sergipe, Brasil

Acadêmico em Farmácia pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) (2023-), aluno de Iniciação Tecnológica (PIBIT-CNPq) no Laboratório de Ensaios Farmacêuticos e Toxicidade (LeFT) sob orientação da professora Dra. Mairim Russo Serafini (2024-), atualmente Presidente da Liga Acadêmica de Tecnologia Farmacêutica e Inovação Terapêutica (LITEC) desde 2025.

Hilton Costa Louzeiro, Universidade Federal do Maranhão, Maranhão, Brasil

Possui Graduação em Química pela Universidade Federal do Maranhão (2003), Mestrado em Química pela Universidade Federal do Maranhão (2006) e Doutorado em Química pela Universidade Federal da Paraíba (2011). É professor Associado III da Universidade Federal do Maranhão (de 2013 até a atualidade). Coordenou o Curso de Licenciatura em Ciências Naturais-CCPi (2014-2016), Coordenou a Base Institucional de Alcântara (2024), Coordenou o Curso de Engenharia de Transportes-CCET (2024-2025). Atualmente, é docente do Curso de Química Licenciatura - CCET, é Pesquisador/Líder do Grupo de Pesquisa em Ambiente, Biotecnologia e Bioeconomia - AMBIO e Presidente do Núcleo Multidisciplinar em Bioeconomia, Ambiente, Inovação Inteligência, Educação e Saúde - BAITES. É Pesquisador/Líder do Grupo de Pesquisa em Combustíveis, Catálise e Ambiental. É docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Aeroespacial - PPGAERO da Rede Nordeste Aeroespacial e do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Biotecnologia da Rede BIONORTE (PPG-BIONORTE), onde atua como docente/pesquisador e subcoordenador na UFMA. Coordenada o Projeto GLOBE (Global Learning and Observations to Benefit the Environment) e STEAM (Science, Technology, Engineering, Arts, Mathematics) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB), participa como pesquisador em projetos em parceria com o Ministério da Pesca e Aquicultura-MPA e em projetos de pesquisa e desenvolvimento de apoio ao Porto do Itaqui, financiados em parceria FAPEMA/EMAP. Atua nas áreas de Bioativos, Bioeconomia, Biotecnologia e Bioenergia.

Mikele Cândida Sousa De Sant’ Anna, Universidade Federal do Maranhão, Maranhão, Brasil

Formada em Engenharia Química pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), possui mestrado em Engenharia Química pelo Programa de Mestrado em Engenharia Química da Universidade Federal de Sergipe, doutorado em Engenharia Química pela Universidade Federal de Pernambuco. Desenvolve trabalhos em Bioeconomia e Biotecnologia. Tem experiência na área de Engenharia Química, com ênfase em Processos de Conversão de Energia e Bioprodutos. Atualmente é docente do curso de Engenharia Aeroespacial da Universidade Federal do Maranhão, Coordenou a Base Institucional de Alcântara-BIA, participa da Rede Brasileira de Bioquerosene e Hidrocarbonetos Renováveis para Aviação e do Instituto Estatual de Ciência e Tecnologia do Babaçu. Liderou o grupo de pesquisa em Ambiente, Biotecnologia e Bioeconomia. E coordenou o Núcleo de Bioeconomia, Ambiente, Inovação, Tecnologia e Educação (BAITE). Foi Diretora de Inovação da Universidade Federal do Maranhão. Atualmente é a Diretora do Parque Científico e Tecnológico da UFMA e é a líder no Estado do Núcleo de Indústria 4.0 do Nordeste.

Danilo Francisco Corrêa Lopes, Universidade Federal do Maranhão, Maranhão, Brasil

Possui graduação em Engenharia de pesca pela Universidade Federal de Sergipe (2011), mestrado em Recursos Pesqueiros e Aquicultura pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (2014) e doutorado em Recursos Pesqueiros e Aquicultura pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (2018). Foi professor Adjunto do curso de Engenharia de Pesca da UFMA no período de 2015 a 2022. Foi coordenador de Ciências do Mar e gerenciou o Navio Ciências do Mar II da UFMA, no período de 2020 a 2022. Tem experiência nas áreas de: ecologia de ecossistemas aquáticos, ecologia pesqueira e extensão rural com ênfase em comunidades pesqueiras, biomonitoramento ambiental e educação ambiental. Atualmente é professor adjunto do curso de Engenharia de Transportes. Ocupou o cargo de Diretor de Gestão da Inovação e Serviço Tecnológico da Agência de Inovação, Empreendedorismo, Pesquisa, Pós-graduação e Internacionalização (09/2022 a 11/2023) da UFMA. Atualmente, ocupa o cargo de Pró-reitor de Assistência Estudantil da UFMA.

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Publicado

2025-12-26

Como Citar

Virna Rodrigues Barbosa, E., Priscila Sá Matos Ribeiro, M., Filipe Andrade Santos, J., Costa Louzeiro, H., Cândida Sousa De Sant’ Anna, M., & Francisco Corrêa Lopes, D. (2025). Inovações na extração de ácido hialurônico de fontes pesqueiras: uma análise panorâmica das patentes. Revista Geama, 11(3), 38–44. Recuperado de https://www.journals.ufrpe.br/index.php/geama/article/view/7990

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ARTIGOS